PLACAS, LÂMINAS E IMPRESSÕES

ANA LEONOR MADEIRA RODRIGUES : 2020.09.12

PLACAS, LÂMINAS E IMPRESSÕES ANA LEONOR MADEIRA RODRIGUES



12SET > 03OUT 2020

PLACAS
Placa de contraplacado laminado onde foram estendidas algumas das lâminas de silicone.
A acumulação de vestígios de material plástico e de tinta cria a primeira condição de um território de estratos geológicos que são o início positivo das lâminas.

LÂMINAS
As lâminas de silicone branco são uma ausência pois existem entre o negativo enquanto molde do território e o positivo das impressões posteriores e são a condição dos mapas ou, são elas mesmas, mapas.
Porém como tensoras, contêm uma impermanência, ou melhor, uma quantidade aleatória de possibilidades, porque são elásticas, frágeis e retomam, apenas parcialmente a sua forma anterior; são um devir, e são covariantes na medida em que cada alteração que sofrem provoca um resultado diferente.

IMPRESSÕES
As impressões criam os mapas finais que desencadeiam uma possibilidade de perceção ou uma comoção.
Estes mapas são uma premonição paleontológica.
Ao aceitar o conceito de Atlas e o de mapa como um comutador entre o observador e o observado, eles tornam-se numa aproximação ao verbal soltando-se do substantivo.
Assim, não são a cristalização de uma existência, não são sequer uma memória, vão sendo a representação de nada, onde fica sinalizada a aflição desse nada.
Os mapas da Terra depois dela ter acabado constroem uma entidade substituta, uma premonição que é, o seu Atlas.
O projeto dos mapas, teve início em 2018, com uma primeira apresentação no princípio de 2020: “Atlas da Terra depois do fim do Mundo, (Edifício Arte Contínua), placa, mapa 1”. É também o que está a ser desenvolvido numa residência em Makeeindhoven, em Eindhoven 2020/21).

Na PasseVite expõem-se os mapas 1, 1a, 1b, 1c, 1d, dos mapas 2, 3, 4 e 5 e das suas variantes, dobrados, e das placas de silicone 2, 3, 4, 5, 6 e 7.


+info : ANA LEONOR MADEIRA RODRIGUES