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JOHANNA BADJAN DE JUNNEMANN + SIMON VILLAEYS : 2021-10-23


A Johanna e o Simon são um casal de artistas mestiços franceses – ela é metade gambiana, ele metade martiniquano – que exploram as possibilidades de seres humanos existir noutros mundos, noutras partes do universo, talvez até em universos paralelos ou dimensões diferentes.


Eles criam objetos aparecidos doutras dimensões, por exemplo, formas que transformam-se uma vez desgastadas. A Johanna e o Simon inventam planetas onde a vida já surgiu, falam-nos da geologia dos solos extraterrestres, materializam as memórias das viagens astrais, criam fractais alternativos.


Ambos compartilham esse impulso pela inovação, embora usem materiais básicos. Muita pesquisa e experimentação vai para a Arte deles. Eles pretendem questionar o mundo em que vivemos e assumem as visões deles de uma vida alternativa.


JOHANNA BADJAN DE JUNNEMANN Comerciante de pedras desde 2013, a Johanna è uma fabricante de jóias autodidata que começou a sua marca, Nicchia, em 2018, apenas oito meses após iniciar a fabricar jóias. Enquanto dava os primeiros passos, com o pouco material que tinha, começou a experimentar e descobriu o absurdo dos nossos hábitos. Ela quer saber porque os colares são sempre usados da mesma maneira e não se concentram no espaço negativo, movimentos invisíveis ou radiação.


A Johanna cria obras de arte que podem ser usadas como jóias. Essas peças não são apenas ornamento; são possibilidades, fazem-nos pensar e forçam-nos a responder, muitas vezes com um toque de humor. De alguma forma, o seu trabalho é como aflorado doutra dimensão, algo que você usa e levita, peças magnéticas que se atraem, texturas do solo lunar, ou evocações de feixes superluminais e campos eletromagnéticos. Ela gosta de fazer uma homenagem aos heróis extraordinários nas suas obras, para aqueles cujas vidas inspiram-nos a procurar algo maior do que nós mesmos.


SIMON VILLAEYS A Verdade, a sua definição, própria existência e probabilidade de compreendê-la no mundo de hoje é sido no centro do seu trabalho desde cedo. Nietzsche demonstra que todo o conhecimento é apenas uma interpretação do mundo e que os artistas devem substituir os cientistas e a chamada objetividade deles na criação do mundo em que vivemos. Em reação a isso, ele pensou que recriar o mundo como gostaria que fosse poderia ajudá-lo ao perceber melhor, então ele começou a recriar o universo.


Muito interessado na espiritualidade, ele quer acatar a ideia de que tudo o que pensamos se torna real. Para isso, ele só realiza mundos ideais e tenta usar apenas material sustentável. Ele põe uma atenção especial no eixo dos seus planetas, na rotação ou no acoplamento de maré, no tamanho – eles são todos a escala -, na hidrometria, e as condições de vida provavelmente refletem aqueles existentes no nosso universo; dada a sua vastidão, eles poderiam muito bem existir como tal.


Verum Ipsum Factum é o título deste corpo de trabalho e ainda está em andamento. Encapsula desenhos de galáxias, planetas detalhados em cerâmica e fotografias de além. Com as suas obras, o Simon planta as sementes de um novo mundo dentro de nós, convidando-nos a ser os co-criadores de um futuro positivo.



23 OUTUBRO A 27 DE NOVEMBRO DE 2021 : JOALHARIA . ESCULTURA . DESENHO . FOTOGRAFIA


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